Há algo de profundamente honesto em peças de air dry clay imperfeitas.
Elas não fingem ser perfeitas e, sinceramente, eu também não.

Estas últimas criações mostram bem isso: algumas com pequenas rachas, outras com marcas de dedos que eu juro que tentei evitar e há até uma que decidiu dobrar ligeiramente durante a secagem. Mas sabem o que é o mais giro? Sobreviveram todas e é isso que importa.

Trabalhar com ceramica fria ensinou-me que pressa + argila = desastre quase garantido. Que exagerar na água não é o fim do mundo (só um pouco de drama). E que, por vezes, os erros tornam uma peça mais “humana” e divertida.


Cada marca, cada imperfeição, tem a sua história, aquela pequena racha que apareceu enquanto eu tentava envernizar, o dedo que decidiu ficar ali para sempre e a curvatura inesperada que acabou por lhe dar personalidade.


Se estás a começar com cerâmica fria, deixa-me dizer-te isto: não precisas de perfeição!
Na verdade, a perfeição é chata. O que interessa é criar, aprender com os erros e rir-te deles no caminho.

Estas peças imperfeitas lembram-me disso todos os dias. E, honestamente, se continuarem a sair assim, não me importo nada. Porque cada falha tem o seu charme e sobrevivem sempre, mesmo que a minha paciência às vezes não sobreviva comigo.